segunda-feira, maio 14, 2012

Como ser um Vendedor Milionário?!

O empresário Eike Batista é o oitavo homem mais rico do mundo, segundo a lista publicada em março deste ano pela revista americanaForbes, com uma fortuna avaliada em 27 bilhões de dólares. No ano passado, ele já estava na lista dos bilionários, mas ocupava a 61ª posição. O empresário foi quem mais aumentou sua fortuna entre 2009 e 2010, com uma adição de 19,5 bilhões de dólares à sua conta bancária. Claro que se tornar o homem mais rico do Brasil (e o oitavo do mundo) é para pouquíssimos, mas a verdade é que Eike, mesmo tendo nascido em uma família rica e influente, é veemente ao dizer que começou todos os seus negócios do zero. Além disso, sua biografia revela traços de personalidade que podem ensinar quem também almeja enriquecer.


Eike Batista começou como vendedor. Enquanto fazia engenharia na Universidade de Aachen, na Alemanha, passou a vender seguros de porta em porta na cidade. Ele desistiu da universidade por achá-la muito monótona e montou uma espécie de exportadora e importadora ao negociar produtos estrangeiros com comerciantes da Europa e da África. Depois, passou a intermediar a venda de diamantes da Amazônia com compradores estrangeiros e, vendo ali um investimento, comprou a mina pedindo empréstimo a joalheiros conhecidos. Sua trajetória de sucesso continuou com a criação de novas empresas e sua inclinação para assumir riscos, sendo considerado por muitos como agressivo, ousado, visionário e aventureiro. Em 2008, Eike declarou que pretendia se tornar o homem mais rico do mundo em cinco anos. Até então, estava na posição 142 da lista daForbes.
Ele sempre teve uma meta bem clara e traçou estratégias para alcançar seus objetivos. E você, o que tem feito para se tornar rico? Dinheiro não nasce em árvore e, com exceção dos que ganham na loteria ou que têm a sorte de receber uma bela herança, é preciso dedicação para ficar rico. Isso se torna um desafio ainda maior para os vendedores que possuem remuneração variável, o que pode desequilibrar e dificultar a organização das finanças mês a mês. Nas próximas linhas, você vai aprender a como se organizar para atingir a tão sonhada independência financeira – desde a reestruturação das suas finanças até o momento em que é possível investir para deixar suas economias trabalhando por você.

1. Atitudes milionárias
Antes de tudo, se você busca a riqueza para encontrar felicidade, então talvez sua procura esteja errada. No livro Dinheiro: os segredos de quem tem (Editora Gente), o autor e especialista em finanças, Gustavo Cerbasi, afirma que, se você acredita que felicidade é ter recursos suficientes para comprar o carro dos seus sonhos, uma casa imensa de frente para a praia ou para fazer uma viagem ao redor do mundo, lamentavelmente terá uma frustração muito grande quando conseguir isso. “Você perceberá que a posse de bens materiais apenas alimenta a ansiedade pela acumulação cada vez maior de novos bens. A ganância humana não tem limites e, por isso, a aquisição material jamais o fará feliz”, garante.


Gustavo Cerbasi afirma que existem quatro grandes erros comuns a praticamente todo ser humano pobre. Segundo ele, todo pobre é pobre porque:
Despreza os pequenos valores.
Não se esforça por uma boa negociação.
Não tem percepção financeira.
Não sabe aonde quer chegar.

Segundo T. Harv Eker, autor da obra Os segredos da mente milionária (Editora Sextante), a maioria das pessoas associa dinheiro a prazer imediato, quando, na verdade, ele deve ser acumulado para proporcionar liberdade.
Mas quais são as atitudes de uma pessoa milionária? Em seu livro, Eker afirma que existem hábitos e formas de pensar para chegar lá. Com base nisso, o autor traçou os 17 hábitos e pensamentos de quem é rico. Entre alguns desses hábitos, está o de que as pessoas ricas entram no jogo do dinheiro para ganhar, enquanto as de mentalidade pobre entram para não perder. Ricos pensam grande, focalizam oportunidades no lugar de obstáculos, buscam a companhia de indivíduos positivos e bem-sucedidos, administram bem seu dinheiro, agem – apesar do medo – e colocam o dinheiro para dar duro por eles, em vez de darem duro para recebê-lo.
Não ter um objetivo claro de aonde se quer chegar é um dos grandes problemas de quem busca estabilidade financeira. Para Jurandir Sell Macedo, especializado em finanças pessoais e autor do livro A árvore do dinheiro: guia para cultivar a sua independência financeira (Editora Campus/Elsevier), a primeira coisa a se fazer para ter estabilidade é definir qual é o seu ideal de vida para o futuro. Não adianta almejar ser rico sem deixar bem claro o que é ser rico para você. Para uma pessoa simples, a riqueza pode estar em ter uma casa própria e dinheiro para comprar comida todos os dias. Para os mais exigentes, isso seria o mínimo, e uma casa na praia se faria indispensável, por exemplo. Tudo depende do estilo de vida de cada um e do que se espera para o futuro. Depois de definir uma meta para sua riqueza, é preciso disciplina para atingir seus objetivos.
Segundo Ana Paula Cherobim, professora de finanças e autora do livro Finanças pessoais: conhecer para enriquecer (Editora Atlas), não existe mágica para quem quer enriquecer. “Você tem que gastar menos do que ganha e saber onde guarda o seu dinheiro”, ensina. Aprincipal vantagem em ter total controle sobre seu dinheiro é alcançar paz de espírito e aproveitar a vida sem ficar angustiado com os problemas econômicos que podem acontecer no futuro, como quando alguém na família perde o emprego, bate o carro ou aqueles meses em que a comissão não foi tão alta quanto o esperado.
Entretanto, mais que guardar dinheiro para uma eventual emergência, as pessoas precisam aprender a guardá-lo para fazer com que ele trabalhe por elas. Quando seus investimentos geram a renda que você necessita e gasta para viver, você está rico. Mas economizar sempre, sem aproveitar as coisas que dão prazer no dia a dia, não é ter qualidade de vida. “Devemos combater o desperdício, e não o supérfluo”, comenta o professor Jurandir Macedo. Supérfluo é aquilo que dá sabor à vida, são os detalhes que nos dão prazer e alegria. Desperdício é pagar juros no cheque especial, deixar a televisão ligada quando ninguém está assistindo e jogar comida fora, por exemplo.
Segundo Jurandir Macedo, podemos cometer dois erros financeiros na vida:
Poupar muito e morrer cedo.
Poupar pouco e demorar para morrer.

Por isso, ele aconselha o equilíbrio nas finanças, sem tentar comprar status, porém deixando que o dinheiro sirva para melhorar sua vida. Mas como fazer isso quando se está cheio de dívidas?

2. Reestruturando as finanças
Antes de pensar em investir, é preciso organizar as dívidas e quitá-las o quanto antes. Segundo Paulo Portinho, escritor, professor de finanças e empreendedorismo e autor do livro Quanto custa ficar rico? (Editora Campus/Elsevier), não existe prosperidade financeira sem poupança. “Quem assume dívidas deve compreender que está se afastando do caminho da riqueza. Riqueza nada tem a ver com consumo de bens de luxo, mas sim com possuir dinheiro trabalhando para você”, atribui. Ele afirma que as pessoas endividadas precisam identificar a origem do desequilíbrio com a ajuda de uma planilha financeira.
“É um instrumento que vai exigir do usuário uma projeção de todos os seus gastos, até mesmo com supérfluos e investimentos de capital (carro, casa, reformas, etc.), e uma perspectiva de receitas (entradas de caixa) para o mesmo período. Sem esse instrumento, nem quem recebe salário fixo e muito menos quem tem salário variável conseguirá organizar suas finanças pessoais para atingir a liberdade financeira”, afirma. Com isso, é possível identificar qual é o consumo que a sua renda não comporta e, a partir daí, buscar fontes de financiamento a juros mais baixos para quitar as dívidas mais caras. “Mas, lembre-se: nada disso vai adiantar se a origem do ‘vazamento financeiro’ não for eliminada”, defende Portinho.
Segundo Ana Paula Cherobim, as dívidas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito, são as mais fáceis de contrair. A dica, então, é a mesma de Portinho: procurar um crédito pessoal que ofereça juros mais baixos para cobrir a conta do cheque especial e do cartão de crédito. Depois que conseguir quitar a dívida, ela sugere ainda que o ex-devedor peça que o banco diminua seu limite no cheque especial para evitar problemas futuros. “A gente tem que tomar muito cuidado, porque existem diversos cursos que ensinam como vender, mas poucos ou nenhum ensina como comprar. Precisamos aprender a comprar bem e economizar sozinhos”, destaca.
O professor Jurandir Macedo acredita que as pessoas que têm dívidas devem tomar medidas radicais para sair dessa situação. “Pagar juros é o grande desperdício da nossa vida, porque eles não te dão retorno algum. Medidas paliativas não resolvem muito e, quanto mais radical você for, mais rápido sairá dessa condição”, afirma.

No livro As armadilhas do consumo: acabe com o endividamento (Editora Campus/Elsevier), a autora Márcia Tolotti lista algumas das principais armadilhas da mente que interferem nas decisões financeiras, tornando-as equivocadas. Veja quais são e procure ficar longe destes sentimentos:
Angústia –Em geral, a pessoa não sabe o que causa a angústia e interpreta seu mal-estar como a falta de não possuir alguma coisa. O correto é refletir sobre o verdadeiro motivo da angústia, ver o que realmente está faltando e para onde a aquisição do bem ou serviço pode levar a pessoa.
Status –A busca por um status muito elevado diante da sociedade pode levar ao consumo desenfreado e, certamente, ao endividamento. O preço para manter o status elevado é escravizante para a maioria das pessoas, só não é para aquelas que já possuem independência financeira.
Ressentimento –O ressentido se vê como vítima, não se reconhece como vingativo e culpa alguém por tudo. O endividado ressentido abre mão de transformar sua vida financeira e espera que alguém faça isso por ele: o chefe, o parente, um companheiro. O ressentimento é o lado oposto da ação.
Inveja –Existem dois tipos de inveja: a boa e a ruim. A boa faz com que a pessoa vá atrás do que deseja. A ruim é quando, no lugar de construir algo para si mesmo, o invejoso quer destruir o que é do outro. O problema da inveja é quando as pessoas contraem dívidas movidas pela busca desenfreada de se tornarem o que veem nos outros, esquecendo-se de reconhecer quando podem ficar verdadeiramente satisfeitas.
Satisfação/frustração –Quando as pessoas possuem necessidade de satisfação alta e baixa tolerância à frustração, elas têm chances de se tornarem endividadas, uma vez que a satisfação está bastante canalizada para o consumo.
       
3. Planeje suas condições de ganho
Para Paulo Portinho, a base de toda a organização das finanças pessoais é o orçamento familiar. Isso significa que é preciso montar uma planilha que contenha todos os gastos e entradas mês a mês para, então, conseguir fazer uma projeção dos próximos seis meses a um ano. Para quem possui remuneração variável, é imprescindível fazê-la. Essa ação vai mostrar pontos fundamentais para o equilíbrio financeiro. Siga o exemplo:
Sua renda é suficiente para cobrir seus gastos?
Qual categoria de despesas lhe consome mais renda?
Onde é possível cortar gastos sem comprometer o conforto da família?
Quanto você ganha?
Quanto você gasta?

Uma dica de planejamento é o vendedor fazer uma projeção dos meses em que o gasto é maior (como o início do ano, com despesas de IPTU, IPVA, matrícula escolar, férias, etc.) e dos em que a receita é maior (quando as comissões são mais altas – no inverno, por exemplo, para quem vende aquecedores) para então se organizar e guardar o dinheiro dos meses mais abundantes para os de “vacas magras”. “Os gastos normalmente são mais fáceis de prever, pois a maioria dos serviços já está contratada há muito tempo. As receitas é que vão depender da sensibilidade e da experiência do vendedor. Uma regrinha básica é evitar ser otimista demais na projeção das receitas. Ser conservador nela pode ajudar a não ter surpresas no fim do mês”, aconselha Portinho.
Jurandir Macedo faz uma analogia das finanças do vendedor com a distribuição de água nas residências. “Se você mora em São Paulo, nunca falta água em casa, então você não precisa ter muitas preocupações, pode ter uma caixa-d’água pequena e tudo bem. Agora, em muitas regiões litorâneas, falta água no verão. Por isso, é necessário uma reserva maior: uma cisterna ou mesmo uma caixa-d’água maior, senão você vai sofrer muito com a falta de água. A mesma coisa ocorre quando há rendimento variável ou o fixo é inferior às suas necessidades: você precisa ter uma reserva muito maior que aquelas pessoas que recebem sempre o mesmo salário para não sofrer com as flutuações”, explica o professor.
A sugestão de Jurandir para quem tem rendimentos fixos é fazer uma reserva de emergência de pelo menos quatro meses. Para um vendedor com renda variável, ela precisa ser de uns oito meses, porque ele não vai receber 13º salário nem férias proporcionais ao que normalmente recebe com as comissões. “É preciso guardar uma quantia maior em aplicações de alta segurança e elevada liquidez (que podem ser sacadas rapidamente pelo dono), como a poupança. Você pode deixar o valor equivalente a quatro meses na poupança e o de outros quatro em títulos ou CDBs, que rendem um pouco mais”, aconselha.
A dica de Ana Paula Cherobim para planejar as finanças de quem tem remuneração variável é não ter despesas fixas (como aluguel, plano de saúde, mensalidade escolar, etc.) acima da remuneração atingida nos piores meses de comissão. Além disso, ela também sugere que os vendedores guardem mais dinheiro do que a média das pessoas. A opinião de Paulo Portinho é que os profissionais de vendas mantenham o equivalente a um ano de salário em poupança, CDBs ou em títulos do Tesouro Direto.

4. Onde posso investir?
Depois de pagar as dívidas e se organizar financeiramente a ponto de ter alguns meses de reserva para possíveis emergências, é hora de investir suas economias em opções mais rentáveis. A fórmula da riqueza, segundo o livro Eu quero ser rico, de Maurício Hissa Bastter (Editora Campus/Elsevier), é:

Riqueza = (Ganhos - Gastos) x Juros

Ou seja, quanto você ganha menos quanto gasta é o que sobra no fim do mês para ser investido e poupado. Esse valor, multiplicado pelos juros compostos a longo prazo, vai formar a riqueza de cada um. E existem várias maneiras de fazer isso, as principais são por meio da renda fixa (poupança, fundos de investimento, títulos públicos, CDBs, etc.) e da renda variável (ações).
Segundo Jurandir Macedo, todos os investimentos são bons, mas é preciso saber o que se quer ao fazê-los, já que alguns rendem mais – e, ao mesmo tempo, são bem mais arriscados –, enquanto outros rendem menos, porém são mais seguros e podem ser sacados com facilidade. “O importante é fazer investimentos diferenciados, alguns que tenham boa rentabilidade a longo prazo, mas risco alto, como a bolsa de valores, e outros com pouco lucro mensal, mas com segurança, como os títulos públicos ou a poupança”, explica.
       

Principais investimentos para a pessoa física:
RENDA FIXA
Poupança
É o investimento mais tradicional, porém sabe-se que o limite de 7% ao ano dificilmente será ultrapassado. É bom para quem está começando a poupar. O rendimento não é alto, mas é seguro e simples, além de não pagar Imposto de Renda. “Quem tem pouco dinheiro e não conhece o mercado precisa guardar na caderneta de poupança. Mesmo quem tiver bastante dinheiro deve deixar pelo menos 3 mil ou 5 mil reais na poupança, porque ela tem liquidez imediata, não paga imposto e é segura. Por mais que o banco quebre, o valor de até 60 mil reais por CPF é garantido”, explica Ana Paula Cherobim. Segundo ela, o colchão de reservas do vendedor deve estar na caderneta. Depois disso, é possível aplicar em investimentos de maior rentabilidade.

Fundos de investimento
Os fundos de renda fixa de resgate automático são ótimos em relação à liquidez, mas costumam ter taxas altas. “É preciso tomar cuidado com a taxa de administração. Quando é acima de 2%, não vai dar rentabilidade. É melhor deixar na caderneta de poupança. É difícil, em banco, conseguir taxa menor de 2%”, explica Ana Paula. Os fundos de prazo maior são melhores, mas não garantem boas rentabilidades se forem resgatados antes da data contratada.

Títulos públicos
Entre as opções de renda fixa, é uma das que garantem maior rentabilidade. “São seguros e extremamente rentáveis”, afirma Jurandir Macedo. O importante é tentar manter os papéis até o vencimento, que varia de 1 a 30 anos, para não comprometer o retorno do investimento. Leia mais no site: www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto.

CDBs
Não possuem incidência de taxa de administração, como acontece com os fundos. Também são uma das melhores e mais seguras aplicações de baixo risco do mercado e apresentam porcentual de rentabilidade próximo de 100%.

RENDA VARIÁVEL
Ações
“Quem não se importa em correr riscos pode aplicar em bolsa de valores. Vendedor geralmente gosta de correr riscos; então, pode aplicar. Mas é preciso ter sangue frio para entrar na baixa e sair na alta, e não o contrário”, comenta Ana Paula. Segundo Jurandir Macedo, se você puder comprar ações de maneira lenta, de preferência por 20 anos, e na hora de vender puder fazê-lo lentamente, durante 10 ou 15 anos, esse se torna o melhor investimento.
De acordo com Paulo Portinho, é impossível acelerar o crescimento do patrimônio sem se arriscar, considerando que o Brasil tem juros mais baixos hoje, de 6% a 7% ao ano. Na opinião dele, não há como ficar rico investindo em fundos de renda fixa, já que os melhores vão dar, no máximo, 5% acima da inflação. “Uma taxa mínima aceitável para a evolução patrimonial seria de 8% acima da inflação, sendo que, com 12%, uma pessoa já conseguiria atingir a ‘riqueza’ em pouco mais de 14 anos. Cada vez mais, as pessoas vão ter que desenvolver habilidades na área financeira. Foi-se o tempo de ganhar 20% ao ano sem fazer qualquer esforço”, comenta Portinho.
            Mas, para investir em ações e não perder dinheiro, é preciso conhecer o mercado e estudar. Ler livros e revistas especializados em investimento é a melhor opção para quem quer investir nas empresas que colocam ações na bolsa.

5. Eu quero ser rico!
Organizar as finanças pessoais é como estruturar a própria vida. Quando uma pessoa não sabe o que quer, é mais complicado criar uma estratégia, pois ela trabalha para resolver os problemas de hoje e não pensa em liberdade no futuro. Quando se cria o costume de investir sempre, todos os meses, o montante economizado vai automaticamente gerar mais renda sem que a pessoa se preocupe com ele, o que proporciona a ela ter mais tempo para fazer o que realmente gosta.
“O sonho de todos é ter renda proveniente de ativos diversos, como imóveis, ações, títulos públicos, que seja suficiente para manter o padrão de vida, mesmo quando pararmos de trabalhar. Para chegar lá, o primeiro passo é o controle aliado à disciplina. Não há problemas em gastar quando se recebe uma bolada em comissão, desde que o vendedor tenha em mente que precisa poupar, no mínimo, 10% de sua renda anual. Quanto mais conseguir poupar, mais rápido ficará rico!”, finaliza Portinho.

VM Plus
No site da VendaMais, é possível baixar três planilhas do livro Quanto custa ficar rico?, de Paulo Portinho. Essas planilhas podem ajudar o vendedor a fazer seu orçamento pessoal, ver quanto tempo levaria para ficar rico, calcular quanto poderia pagar no máximo por um carro ou uma casa própria, entre outras questões.

Quer saber qual é o seu perfil financeiro? Baixe no site da VendaMais um teste do livro Dinheiro: os segredos de quem tem, de Gustavo Cerbasi, e avalie o seu perfil em relação ao dinheiro.

Treine seus vendedores
Ter uma equipe de vendedores que sabe se organizar financeiramente é extremamente vantajoso para sua empresa. Profissionais que não estão endividados e que conseguem se organizar, mesmo quando possuem remuneração variável, são mais calmos, motivados e conseguem focar seus esforços para o trabalho, e não para os problemas de endividamento.
Pensando nisso, a Editora Quantum vai lançar, em fevereiro de 2011, o Treinamentos VendaMaissobre Educação Financeira Pessoal. Não perca tempo e garanta já o seu exemplar. Entre em contato com nossos vendedores!


Casos de vendedores que enriqueceram

Kenya Musa atuava há 20 anos no mercado financeiro e resolveu se tornar corretora de imóveis há 3 anos. Ela passou por muitos altos e baixos até conseguir formar uma carteira boa de clientes e ser reconhecida pelos seus pares. Hoje, está muito bem como vendedora e se considera uma pessoa com uma vida bastante confortável. “Não digo que sou rica, porque só vou me considerar uma quando fizer meu primeiro milhão!”, brinca a vendedora.
A dica de Kenya para manter as contas em dia é economizar em tudo, até nos centavos, os quais geralmente não damos valor quando estamos bem financeiramente, mas que somados podem fazer a diferença nos momentos mais difíceis.
A primeira vez em que ganhou uma grande comissão, Kenya colocou no papel quais eram suas prioridades e necessidades, tirou o que era supérfluo, pagou as contas, gastou uma parte e aplicou a outra na poupança. Com o próximo grande ganho, ela já conseguiu aplicar em fundos de renda fixa. Segundo ela, para ser bem-sucedido, é necessário ter disciplina com suas finanças e na vida.
Atualmente, sua dica de investimentos é não colocar os “ovos na mesma cesta”. “Você pode aplicar seu primeiro ganho em algo conservador, como na poupança. Depois que ganhar uma outra bolada, comece a dividir com renda fixa, compre um imóvel, etc.”, sugere.

Cristiane Pei começou a carreira vendendo cartões de crédito e tinha um salário composto de uma parte fixa e outra variável. Agora, ela atua numa área em que recebe somente sobre o que vende. Para se acostumar com a nova realidade, aprendeu a administrar o orçamento com o mínimo e poupar de 30% a 50% da sua renda mensalmente. Segundo ela, o controle das finanças pessoais representa um equilíbrio que se reflete nas relações profissionais e pessoais.
No início da carreira, Cristiane se considerava uma pessoa muito gastadora. “Devido a carências pessoais, tentei suprir algumas coisas por meio das compras. Hoje, com maturidade, me considero uma pessoa poupadora e rica”, declara.
Para se tornar bem-sucedido, a vendedora acredita que é preciso aprender a fazer com que o dinheiro trabalhe por você, e não o contrário. Hoje, seu investimento preferido é em imóveis, que pode gerar rendimentos mensais na cobrança de aluguéis.
Por se considerar uma pessoa bastante disciplinada, Cristiane se identifica com uma frase de Aristóteles que diz: “Os homens tornam-se mais ricos não só aumentando o que já possuem, mas também reduzindo despesas”.

Valdemar Baldin trabalha como vendedor há anos. Hoje, é dono do seu próprio negócio em Curitiba, PR, e continua na área comercial. Desde o início da carreira, sempre procurou viver apenas com os recursos fixos do seu salário. “Quando recebia comissão ou prêmio sobre as vendas, boa parte desse valor eu poupava”, lembra. Sua dica sobre finanças é nunca gastar mais do que se ganha.
Com seu trabalho e suas economias, Valdemir já conseguiu adquirir casa própria em um condomínio fechado, imóveis para aluguel e várias empresas. “O mais importante é que, hoje, tenho a possibilidade de manter uma vida equilibrada, usufruindo daquilo que conquistei e tendo boas condições de vida, porém sem luxo. Tendo um bom carro para deslocamento, uma boa casa para morar, podendo proporcionar boas condições para a minha família e fazer viagens sempre”, comenta.
Ele acredita que é possível alcançar o sucesso financeiro criando o hábito de poupar. “Não importa o valor, mas o hábito. A primeira pessoa que deve receber pagamento é você mesmo, ou seja, do valor recebido, uma parte deve ser retirada para suas economias”, destaca.

Idelize Oracz sempre trabalhou com administração, até que seu irmão sugeriu que entrasse no ramo das vendas. “No momento em que tive coragem de recusar uma proposta de trabalho com salário fixo e marcar entrevista na imobiliária Lopes, onde ouvi apergunta:‘Quanto vocêquer ganhar por mês?’, tive a certeza de que ali meus sonhos seriam possíveis”, afirma. Desde então, Idelize nunca se contentou com pouco e faz o melhor para se dedicar ao trabalho. “Eu comecei com R$1,5 mil, guardados para iniciar uma vida de autônoma e sem saber quando teria minha primeira venda. Tive coragem, fé, disposição de trabalhar e, por não saber quando conseguiria vender, passei a economizar mais ainda!”, declara.
A vendedora não fez dívidas, continuou se controlando bastante, fazendo reservas sempre que possível e, hoje, conseguiu comprar apartamento, carro e fazer investimentos. “Sei que futuramente podereiajudar minha família a ter uma vida digna”, afirma. Elaconsidera muito importante que os vendedores tenham controle sobre suas finanças. “Hoje, você ganha um certo valor e, amanhã, não sabe se vai vender. Uma venda traz muitos benefícios e condições de compra, mas exige bastante cuidado, pois sair gastando e não conseguir vender mexe muito com o lado emocional”, complementa.

Marcos Chicarolli começou trabalhando em uma empresa de telefonia e, como queria receber mais para atingir seus sonhos e objetivos, resolveu se tornar um profissional liberal atuando como corretor de imóveis. Para administrar as despesas, já que a comissão da venda não cai na conta do corretor de um dia para o outro, Marcos decidiu fazer uma carteira de clientes bem consistente para ter comissões frequentes a receber. Sempre que recebe uma comissão bastante satisfatória, ele busca poupar e investir. “Procurei investir em construção civil e aplicação financeira. Não tive muito sucesso, pois apliquei na alta. Logo depois, comprei um apartamento e precisei do dinheiro para cumprir o pagamento. Mas aprendi com isso e fiz um bom negócio, ganhando, de outro lado, com a compra”, conta.
Apartamento, carro e viagens foram as principais conquistas financeiras de Marcos, que acha muito importante manter as contas em dia e ter planejamento financeiro familiar para se tornar uma pessoa bem-sucedida.

Antonio Carlos Pires sempre foi vendedor, apesar da formação em outra área. Atuando em diferentes segmentos, conseguiu adquirir um bom patrimônio com as vendas. Hoje, ele lidera mais de 50 vendedores na empresa Brookfield. “Não posso dizer que eu seja rico. Posso dizer que cheguei bem longe, especialmente se levar em conta a minha origem. Graças a Deus tive a oportunidade de conquistar mais do que me atrevi a sonhar na minha infância e adolescência”, revela.
Quando deixou de ter um salário mensal para ganhar uma boa quantia em comissão, Antonio se acostumou a pagar todas as contas que ainda tinha, porque não queria correr o risco de não ter como pagar no mês seguinte. A principal dica que ele dá em relação às finanças é: nunca gaste mais do que ganha e busque o conselho de tutores financeiros quando tiver dificuldade na área. “Cursos de finanças pessoais são tão importantes quanto os de técnicas de vendas. Não adianta você ganhar uma bolada e não saber o que fazer com ela”, considera.
Ele acredita que é muito fácil se acostumar a ter um bom rendimento por meio das comissões. Entretanto, quando o tempo de “vacas magras” chega, é preciso estar preparado para lidar com isso.

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